Quando nego te liga para sair e combina de passar no CEASA para comprar bebida , no sentido de fazer um esquenta, você pensa "vai dar merda"? Parabéns. Você está entre o nível intermediário de cidadãos comuns. Se é você mesmo quem sugere comprar bebidas e aloprar no carro antes de entrar em uma festa, só para não gastar, então você se enquadra nos alcoólatras pseudo-intelecto-conscientes.
Dentre vodka e vinho baratos, ao som de PEACOCK na vitrolinha, fomos (quando digo fomos quero dizer uma viadada e eu) até a buatchy local onde se concentra a maior população adoradora da pândega.
Em suma, a noite - no que diz respeito à lembrança - fora divertida. Cantei Kelly Key com todo o ímpeto, dancei a música satânica do ex-grupo Rouge, e fiz performances gagas. Dentro da buatchy lembro que só não peguei as paredes porque as achei em demasia nojentas, porque de resto, perdoei ninguém não.
Conjugue comigo o verbo biscatear no presente do indicativo e me sintetize.
Tudo que sei é que deixei o carro loosho, e joguei todos os vestígios de uma vida de alcoólatra porra louca no terreno baldio próximo de casa, digo, lixo e tentei discorrer mentalmente o que seria de mim se tivesse cometido um assassinato, porque né? Pessoa causa e deixa todos os rastros (rastros = resto de Askov, copos de plástico com restos de vinho) no carro quando chega em casa, dando margem para mamãe pregar uma missa depois.
Como toda noite é efêmera e sabiamente preconiza minha amiga what happens in the night club stays there, no dia seguinte o saldo da noite é tangível quando chega um torpedo com os seguintes dizeres:
De:
fran
Oi, bom dia como vc esta?
Okay. Concordo com a falta de coerência entre fugacidade e receber um torpedo no dia seguinte, mas discorrerei sobre a efemeridade da noite em um outro dia, porque afinal daqui a pouco anoitece e mais uma noite chega e com ela a depressão.
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