Iminente o final da trama do tão bem sucedido - depois desta última, nem tanto - Manoel Carlos. No entanto, a julgar pelos 196 capítulos exibidos, o público nada almeja, senão o tão enrolado desfecho.
"Maneco", como é conhecido, fora arrebatador em suas tramas, pois é um dos autores dos quais aborda, ou pelo menos pensa que aborda problemas do cotidiano social tais como alcoolismo, leucemia, casamentos frustrados, paixões avassaladoras, homossexualismo (nesse, em virtude de homobofia da emissora, ainda peca).
Todas as novelas do autor têm algo em comum: além de José Mayer com seus quarenta e sabe-se Alah quantos anos mais, há também a protagonista Helena, mulher cuja personalidade é revestida de uma envergadura inebriante. As "Helenas" geralmente são mulheres de 50 (cinquenta anos), totalmente inadequadas ao posto de heroínas, pois mentem, traem, e têm segredos de teor significativo para as tramas. Contudo, são belas, moram em cobertura no Leblon (contraste aqui nada irônico), agem de forma, ora racional, ora passional em demasia, mas para não fugir bruscamente ao ofício de mocinha, algumas das vezes também são enganadas.
Em "Viver a Vida" o erro começa pela falta de criatividade, embora haja coerência com a estória, do título, tendo vista a antecessora, exibida em 2006 intitulada de "Páginas da Vida".
A seguir, surge uma nova Helena, mais jovem, 30 (trinta) anos, modelo bem-sucedida, e que no início já conhece o pegador Marcos (José Mayer) e envolvem-se numa entendiante estória de amor. A protagonista que nada tinha, e até hoje nada tem a acrescentar, demonstrou ser totalmente irrelevante durante seus 40 primeiros capítulos.Linda, rica, e sem problemas, a personagem, além de centrada , é também uma tapada de carteirinha. Vide cena pós- acidente de Luciana, que Helena não contente em se humilhar, ajoelhada aos pés de Tereza, ainda leva uma boa bofetada (muito bem merecida). Sem mencionar os capítulos (pós-acidente de Luciana, na cidade de Pétra) em que Thaís Araujo, enquanto se debulhava em lágrimas, enxugava o nariz naquela blusinha cinza de dez em dez segundos. Um nojo.
Definitivamente o público sentira a mesma repulsa. A audiência nunca fora das melhores desde o início. Com estórias mal elaboradas e personagens em excesso, Maneco não consegue tomar conta de todos se esquecendo,em geral, até de alguns (atores de renome) durante sua jornada. Exemplo disso é Ariane (Christine Fernandes), médica viúva que chegou a ficar aproxidamente 10 capítulos sem uma participaçãozinha especial, que seja.
Entre empregadas que nunca, sequer espanaram um móvel, ricaços que moram em coberturas no Leblon, donzela cadeirante que tem sua casa toda robotizada, divorciada redescobrindo o amor depois dos cinquenta, uma Helena que nada virá a fazer de relevante, casais cujo fetiche é trair, há quem diga que a próxima novela das oito será muito bem-vinda.
Portanto, não há muito o que fazer, exceto esperar pelo dia 14, o qual demarcará o fim de toda a lamúria trazida por Manoel Carlos.
"Maneco", como é conhecido, fora arrebatador em suas tramas, pois é um dos autores dos quais aborda, ou pelo menos pensa que aborda problemas do cotidiano social tais como alcoolismo, leucemia, casamentos frustrados, paixões avassaladoras, homossexualismo (nesse, em virtude de homobofia da emissora, ainda peca).
Todas as novelas do autor têm algo em comum: além de José Mayer com seus quarenta e sabe-se Alah quantos anos mais, há também a protagonista Helena, mulher cuja personalidade é revestida de uma envergadura inebriante. As "Helenas" geralmente são mulheres de 50 (cinquenta anos), totalmente inadequadas ao posto de heroínas, pois mentem, traem, e têm segredos de teor significativo para as tramas. Contudo, são belas, moram em cobertura no Leblon (contraste aqui nada irônico), agem de forma, ora racional, ora passional em demasia, mas para não fugir bruscamente ao ofício de mocinha, algumas das vezes também são enganadas.
Em "Viver a Vida" o erro começa pela falta de criatividade, embora haja coerência com a estória, do título, tendo vista a antecessora, exibida em 2006 intitulada de "Páginas da Vida".
A seguir, surge uma nova Helena, mais jovem, 30 (trinta) anos, modelo bem-sucedida, e que no início já conhece o pegador Marcos (José Mayer) e envolvem-se numa entendiante estória de amor. A protagonista que nada tinha, e até hoje nada tem a acrescentar, demonstrou ser totalmente irrelevante durante seus 40 primeiros capítulos.Linda, rica, e sem problemas, a personagem, além de centrada , é também uma tapada de carteirinha. Vide cena pós- acidente de Luciana, que Helena não contente em se humilhar, ajoelhada aos pés de Tereza, ainda leva uma boa bofetada (muito bem merecida). Sem mencionar os capítulos (pós-acidente de Luciana, na cidade de Pétra) em que Thaís Araujo, enquanto se debulhava em lágrimas, enxugava o nariz naquela blusinha cinza de dez em dez segundos. Um nojo.
Definitivamente o público sentira a mesma repulsa. A audiência nunca fora das melhores desde o início. Com estórias mal elaboradas e personagens em excesso, Maneco não consegue tomar conta de todos se esquecendo,em geral, até de alguns (atores de renome) durante sua jornada. Exemplo disso é Ariane (Christine Fernandes), médica viúva que chegou a ficar aproxidamente 10 capítulos sem uma participaçãozinha especial, que seja.
Entre empregadas que nunca, sequer espanaram um móvel, ricaços que moram em coberturas no Leblon, donzela cadeirante que tem sua casa toda robotizada, divorciada redescobrindo o amor depois dos cinquenta, uma Helena que nada virá a fazer de relevante, casais cujo fetiche é trair, há quem diga que a próxima novela das oito será muito bem-vinda.
Portanto, não há muito o que fazer, exceto esperar pelo dia 14, o qual demarcará o fim de toda a lamúria trazida por Manoel Carlos.
Não acompanho novelas porque não gosto do ambiente pseudo-realista que os autores tentam retratar, mas adorei o texto e espero mais criações assim, no sentido de gerar polêmica.
ResponderExcluirConcordo com o que você disse. Apesar de gostar da novela, Viver a Vida deixou a desejar. Essa Helena é fraca se comparada com as outras, e a personagem que era para ser a "principal" se tornou uma mera coadjuvante. Alguns acontecimentos, ja foram vistos em outras novelas do mesmo autor, então o final não vai ter muita novidade.rs Mas vamos aguardar....
ResponderExcluirPOLÊMICA JÁ
ResponderExcluirPra mim a novela deveria se chamar "vivendo a Luciana". E, ah, o ápice da ridicularidade pra mim foi esse blog http://especial.viveravida.globo.com/sonhos-de-luciana. Desde então desencanei de vez.
ResponderExcluirPra mim, a única coisa boa que essa novela trouxe foi a atriz Adriana Birolli que simplesmente arrasa.