domingo, 9 de janeiro de 2011

É PORRALOQUICE, MERMÃO!

Quando nego te liga para sair e combina de passar no CEASA para comprar bebida , no sentido de fazer um esquenta, você pensa "vai dar merda"? Parabéns. Você está entre o nível intermediário de cidadãos comuns. Se é você mesmo quem sugere comprar bebidas e aloprar no carro antes de entrar em uma festa, só para não gastar, então você se enquadra nos alcoólatras pseudo-intelecto-conscientes.

Dentre vodka e vinho baratos, ao som de PEACOCK na vitrolinha, fomos (quando digo fomos quero dizer uma viadada e eu) até a buatchy local onde se concentra a maior população adoradora da pândega.

Em suma, a noite - no que diz respeito à lembrança - fora divertida. Cantei Kelly Key com todo o ímpeto, dancei a música satânica do ex-grupo Rouge, e fiz performances gagas. Dentro da buatchy lembro que só não peguei as paredes porque as achei em demasia nojentas, porque de resto, perdoei ninguém não.

Conjugue comigo o verbo biscatear no presente do indicativo e me sintetize.


Tudo que sei é que deixei o carro loosho, e joguei todos os vestígios de uma vida de alcoólatra porra louca no terreno baldio próximo de casa, digo, lixo e tentei discorrer mentalmente o que seria de mim se tivesse cometido um assassinato, porque né? Pessoa causa e deixa todos os rastros (rastros = resto de Askov, copos de plástico com restos de vinho) no carro quando chega em casa, dando margem para mamãe pregar uma missa depois.


Como toda noite é efêmera e sabiamente preconiza minha amiga what happens in the night club stays there, no dia seguinte o saldo da noite é tangível quando chega um torpedo com os seguintes dizeres:

De:
fran

Oi, bom dia como vc esta?

Okay. Concordo com a falta de coerência entre fugacidade e receber um torpedo no dia seguinte, mas discorrerei sobre a efemeridade da noite em um outro dia, porque afinal daqui a pouco anoitece e mais uma noite chega e com ela a depressão.



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Prólogo

Tudo começara há 22 anos, em uma madrugada enregelada, com nuvens entrecortadas, de forma que as estrelas não eram visíveis em sua totalidade. 12 de fevereiro de 1988 às 3h40 (período endiabrado) quando nascera uma pequena criaturinha que sonhava ser um ator global, até finalmente se tornar um adulto e ver que o que a vida o reservara era, nada mais nada menos do que o ócio habitual.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ansiosos pelo fim

Iminente o final da trama do tão bem sucedido - depois desta última, nem tanto - Manoel Carlos. No entanto, a julgar pelos 196 capítulos exibidos, o público nada almeja, senão o tão enrolado desfecho.
"Maneco", como é conhecido, fora arrebatador em suas tramas, pois é um dos autores dos quais aborda, ou pelo menos pensa que aborda problemas do cotidiano social tais como alcoolismo, leucemia, casamentos frustrados, paixões avassaladoras, homossexualismo (nesse, em virtude de homobofia da emissora, ainda peca).
Todas as novelas do autor têm algo em comum: além de José Mayer com seus quarenta e sabe-se Alah quantos anos mais, há também a protagonista Helena, mulher cuja personalidade é revestida de uma envergadura inebriante. As "Helenas" geralmente são mulheres de 50 (cinquenta anos), totalmente inadequadas ao posto de heroínas, pois mentem, traem, e têm segredos de teor significativo para as tramas. Contudo, são belas, moram em cobertura no Leblon (contraste aqui nada irônico), agem de forma, ora racional, ora passional em demasia, mas para não fugir bruscamente ao ofício de mocinha, algumas das vezes também são enganadas.
Em "Viver a Vida" o erro começa pela falta de criatividade, embora haja coerência com a estória, do título, tendo vista a antecessora, exibida em 2006 intitulada de "Páginas da Vida".
A seguir, surge uma nova Helena, mais jovem, 30 (trinta) anos, modelo bem-sucedida, e que no início já conhece o pegador Marcos (José Mayer) e envolvem-se numa entendiante estória de amor. A protagonista que nada tinha, e até hoje nada tem a acrescentar, demonstrou ser totalmente irrelevante durante seus 40 primeiros capítulos.Linda, rica, e sem problemas, a personagem, além de centrada , é também uma tapada de carteirinha. Vide cena pós- acidente de Luciana, que Helena não contente em se humilhar, ajoelhada aos pés de Tereza, ainda leva uma boa bofetada (muito bem merecida). Sem mencionar os capítulos (pós-acidente de Luciana, na cidade de Pétra) em que Thaís Araujo, enquanto se debulhava em lágrimas, enxugava o nariz naquela blusinha cinza de dez em dez segundos. Um nojo.
Definitivamente o público sentira a mesma repulsa. A audiência nunca fora das melhores desde o início. Com estórias mal elaboradas e personagens em excesso, Maneco não consegue tomar conta de todos se esquecendo,em geral, até de alguns (atores de renome) durante sua jornada. Exemplo disso é Ariane (Christine Fernandes), médica viúva que chegou a ficar aproxidamente 10 capítulos sem uma participaçãozinha especial, que seja.
Entre empregadas que nunca, sequer espanaram um móvel, ricaços que moram em coberturas no Leblon, donzela cadeirante que tem sua casa toda robotizada, divorciada redescobrindo o amor depois dos cinquenta, uma Helena que nada virá a fazer de relevante, casais cujo fetiche é trair, há quem diga que a próxima novela das oito será muito bem-vinda.
Portanto, não há muito o que fazer, exceto esperar pelo dia 14, o qual demarcará o fim de toda a lamúria trazida por Manoel Carlos.